Thursday, April 29
Avatar - The Movie
Falar É Fácil

Zé Diogo Quintela, apresentou hoje o seu livro denominado "Falar É Fácil" em Braga no Braga Park. O Zé tentou incluir as suas melhores crónicas, que escreveu no Independente e que escreve no jornal A Bola e na revista Pública. Está a Venda em todas as livrarias do país [suponho]... Por isso, toca a comprar peruque vale a pena!
Wednesday, March 10
Carta de um Anjo
"Enquanto releio o teu blogue penso em tudo o que já fomos nestes mais de quatro meses. No nosso primeiro encontro, aquele em que me deixaste fascinado contigo. No nosso primeiro beijo numa noite de Verão. Naquela vez em que fui almoçar a tua casa e me mostraste uma das tuas fragilidades, a rir e chorar ao mesmo tempo. Naquela vez em que me disseste que do que mais tinhas medo é que eu fosse trabalhar para Lisboa. Naquela noite em que resolvi dizer “eu amo-te”. Naquela noite em que me escreveste que pela primeira vez sentias de verdade quando escrevias que me amavas. Nas noites que adormecemos abraçados um ao outro. Na nossa primeira vez cá em casa. E na segunda, tão marcante. Na maneira como falaste de mim aos teus amigos. Nas inúmeras vezes que me chamas de “anjo”.Penso nos meus medos. O mais forte dos quais é o de um dia te perder, por força de uma qualquer vontade tua ou incapacidade minha de te fazer feliz. Medo de um dia acordares e pensares que já não gostas de mim. Medo da rotina. Medo de, na ânsia de te dar tudo o que queres ter, te afeiçoes mais a isso do que ao que sentes por mim e eu sinto por ti (aquilo que une as pessoas não importa o que estiver à volta). Medo de um dia conheceres alguém que possa ser para ti mais do que eu sou e quero e tento ser. Medo de não ser tudo aquilo que precisas que eu seja. Medo de não estares disposto a acompanhar-me. Medo de que todos estes medos te afastem de mim.
Não conheço muito do teu passado, mas aprendi que a partir da estaca zero, devemos olhar para o futuro e viver o presente porque o passado já lá vai. Também o futuro me amedronta porque não é certo e, se está escrito, nenhum de nós tem capacidade de o ler.
Tu és a maior aposta que eu já fiz na minha vida. Consciente de que estou a colocar a minha vida nas tuas mãos, não quero que penses que o que te estou a oferecer é pesado demais para alguém com 22 anos. Por isso, quero que saibas que quero viver cada dia contigo. Um de cada vez. Dentro do que é possível, como se cada dia fosse o último e a última vez que te vou ver. Porque é assim que o amor deve ser vivido, digo eu.
Dizes que não és o meu anjo porque tens os teus defeitos. Mas quem não os tem? Só eu tenho uma carrada deles. Sou um ser imperfeito, construído da vida que me foi dada e da que eu colhi. Do bem e do mal que isso tudo traz. Com todos os cancros e orgasmos, sorrisos e lágrimas. Mas se não és o meu anjo porque me deste asas para eu voar? É que não sei se sabes mas tu és a primeira alma que me ama, me dá conforto, carinho, paz, satisfação, alegria e aquele sentimento de pertença e protecção que nunca senti por mais ninguém. Não quero que nem um mosquito te ferre, nem um grão de açúcar esteja a mais ou a menos, nem sequer alguém te empurre.
Quero apenas que sejas o meu anjo… se quiseres que eu seja o teu."
@ Anjo
Monday, March 1
O direito ao "foda-se"
"O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de
"foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do
"foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa
melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo ? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito
ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e
criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a
maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo
sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará
plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita
quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase
uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é
quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra
caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta
negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada
eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o
substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a
consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua
vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormentapedindo o carro pra ir
surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo
"Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma
numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde
nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo
escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar
que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a
gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma! ", ou "ele
redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como
vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como
se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais
recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um
"Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim,
cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante
qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a
atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores
de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e
reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem
que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do
suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: " Chega! Vai
tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua
auto- estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça
erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder
de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais
avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata,
pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável
de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida
insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e
auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem
documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de
polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!"
"foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do
"foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa
melhor.
Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo ? Então foda-se!".
"Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito
ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e
criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a
maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo
sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará
plenamente um dia.
"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita
quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase
uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é
quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra
caralho, entende?
No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta
negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada
eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o
substituem.
O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a
consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua
vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormentapedindo o carro pra ir
surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo
"Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!".
O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma
numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.
Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde
nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo
escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar
que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a
gravata daquele chefe idiota senão com um "é PHD porra nenhuma! ", ou "ele
redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como
vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como
se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e mais
recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.
Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um
"Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim,
cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante
qualquer um "puta-que-o- pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a
atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores
de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e
reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem
que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do
suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: " Chega! Vai
tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua
auto- estima.
Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça
erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder
de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais
avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata,
pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável
de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida
insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e
auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem
documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de
polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!"
@ Millôr Fernandes
Wednesday, January 6
F**k You
Apenas porque temos sempre uma razão para isto!!
@ Tanks to: Kyle and Alex
Music Video Project for Music Video Decal
UC Berkeley Fall 09
Music Video Project for Music Video Decal
UC Berkeley Fall 09
Subscribe to:
Posts (Atom)